por Tâmara Fávero
É chegada a hora de torcer pelo Brasil: Copa do Mundo! Só se houve falar em vuvuzelas, jabulane, quem ganha, quem perde, quem vai embora, artilheiros… São essas as manchetes de todos os meios de comunicação, seja jornal, telejornal, internet, revista, etc. O mundo inteiro pára diante do espetáculo do futebol. Nada de mais importante acontece: países se amam, a política é verdadeira, ninguém morre, não há assaltos, atentados, roubos, sequestros, desastres naturais…. Nada! O mundo respira futebol!
Mas, quando menos se espera, lá no finalzinho do telejornal ou no rodapé de um página, eis que surge os fatos da vida real. Os telespectadores, ouvintes ou leitores têm um pequeno lapso de realidade e por míseros segundos passam a ter um sorrateiro conhecimento sobre o que acontece no país e no mundo. É até inconveniente noticiar tantas coisas “ruins” diante da comemoração da seleção brasileira estar classificada para as oitavas de final.
É triste mas é preciso… O estado de Alagoas está completamente arrasado. As chuvas estão acabando com a vida de muitas pessoas. Tudo que é construído durante toda uma vida é levado em cerca de no máximo duas horas. Não há água potável, móveis, comida, agasalhos, remédios, saúde, educação. A vida dessas pessoas parou em função de um outro fenômeno: ocorridos pelo aquecimento global em função da poluição que o homem comete.
É totalmente decepcionante chegar a conclusão de que é assim que funcionam as prioridades dentro das emissoras de comunicação porque são essas as notícias que vendem. O público que temos hoje é esse: “tudo é copa, amanhã… Ah… Amanhã a gente resolve depois….” . E ainda ter que encarar essas “doações” de quem vai assistir aos jogos doem um quilo de alimento não perecível como se fosse possível sanar todos os problemas com uma atitude tão simples como essa. Educação é o que o mundo precisa. Não adianta tentar informar a quem não quem ser informado. Saber todas as táticas, estratégias e articulações de um jornalista para não utilizar como deveria ser. Talvez seja por isso a queda de diploma da classe: não querem que as pessoas saibam e nem querem deixar as outras pesoas saberem.

